Minha cabeça gira. Mira.
O que deveras importa, é no final do dia - ou meio de noite - que se dá mérito. Na hora do antes de dormir.
O caos de pensamentos que mexe com cada verdade interior, incógnita e ilícita, agora nua. De infortúnios à desvaneios, freio.
Lembro-me de dizeres mansos e avanço, e avanço e avanço. Até que canso. Enrolada no meu cobertor de sonhos, deitada no meu travesseiro de coisas que acontecerão sem você. Eu, nua.
Talvezes que pesam pro lado do impossível me arrebatam. Quanto mais bonito vê-se que poderia ser, mais dói.
Caneta e papel: isso foi bom, não posso esquecer. Não posso esquecer... mas de quê? E durmo só pra esquecer o que pensei antes de.
Você: nua.
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