Digo-te, hoje atenta:
Tens que ficar aqui ou sumir.
Oito ou oitenta!
Se não cai fora, entra.
Extremismo barato. Fraco. Nato. Meu.
Assim como eu quero que tu sejas...
Meu. Assim como quiseres, então...
Via de duas mãos.
Como o osso com seu cão,
Ou o cão com seu osso:
Se o osso cair no poço,
O “fiel” busca, se arrisca.
Se o cão cair no poço,
O osso por perto dá a pista.
E se o amor cair no poço?
Moço conquista?
terça-feira, 18 de outubro de 2011
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O inverno insiste
Por hora não demonstra tristeza e, sim, calma. Uma calma madura, mas precoce. Uma calma que despretensiosamente finge ser estável. Aos olhos dos outros, ela parece ter fonte inexaurível, aliada a uma força suma. E ainda lança sorrisos leves, paradoxos aos olhos que desconversam e expressam oposição àquilo tudo. Vão esforço da calma.
Todavia, que seja a verdade dita: sorrisos se abrem alheios em tristezas. Frouxos, sem vigor, quebradiços, mas se abrem. Ora, tentam eles cumprir com seu papel, em razão de que ninguém carece saber dos temporais que ocorrem na alma. Ou ninguém deveria carecer.
Careço.
Comigo é assim: começa uma garoa, uma assídua garoa de gelo. Uma geada, assim sendo. Uma geada dentro de mim. Cada palavra hostil é uma gota. Cada mentira é um floquinho de neve. Segundas intenções, indiferenças, expectativas frustradas vão condensando-se em finas navalhas de gelo que caem junto à minha geada interna, provocando leves picadas de dor suportável nas membranas do meu corpo. A cada volta que o relógio dá fico cada vez mais preenchida de gelo. Não é de se admirar o quão gélido e hostil é meu hálito, tudo o que ele diz e quer dizer. São reflexos do que chove dentro de mim.
O inverno aqui dentro não parece ter fim. Ele não tem pressa, nem data. Algum instinto anímico me faz querer ficar longe do calor, fugir de um sofrimento maior. Ora, mas não é o frio que me causa dor? Sim, o frio me causa dor. Mas chega uma hora que em meu corpo não cabe mais gelo. Eu tenho limites e… E existe um ponto de impacto, onde a gota d’agua de tão fria queima. E dói muito mais. É aquela palavra errada, dita no lugar errado, no momento errado, da forma errada. Não que erros me surpreendam, mas essas coisas esfaqueiam a ferida pelas costas. Sabe?
Reações, reações, reações… tolas, não diminuirão a dor. Sim, olhem, estou chorando agora. Escorrem no meu rosto lágrimas de um pólo que tive guardado em mim por muito tempo e que derreteu completamente com o calor de alguma raiva. Eu estive chorando por dentro todo esse tempo, e não era tão ruim, porque ninguém via… mas agora a calma inabalável se fora. Depressa, rolando externamente, essas lágrimas (antes tão gélidas) esbraseiam como chamas, sob efeito do olhar alheio.
Meu choro dói mais, é choro acumulado. E essa água salgada e quente não tem esperança de encontrar uma flor para regar… e lá fora já é primavera.
Todavia, que seja a verdade dita: sorrisos se abrem alheios em tristezas. Frouxos, sem vigor, quebradiços, mas se abrem. Ora, tentam eles cumprir com seu papel, em razão de que ninguém carece saber dos temporais que ocorrem na alma. Ou ninguém deveria carecer.
Careço.
Comigo é assim: começa uma garoa, uma assídua garoa de gelo. Uma geada, assim sendo. Uma geada dentro de mim. Cada palavra hostil é uma gota. Cada mentira é um floquinho de neve. Segundas intenções, indiferenças, expectativas frustradas vão condensando-se em finas navalhas de gelo que caem junto à minha geada interna, provocando leves picadas de dor suportável nas membranas do meu corpo. A cada volta que o relógio dá fico cada vez mais preenchida de gelo. Não é de se admirar o quão gélido e hostil é meu hálito, tudo o que ele diz e quer dizer. São reflexos do que chove dentro de mim.
O inverno aqui dentro não parece ter fim. Ele não tem pressa, nem data. Algum instinto anímico me faz querer ficar longe do calor, fugir de um sofrimento maior. Ora, mas não é o frio que me causa dor? Sim, o frio me causa dor. Mas chega uma hora que em meu corpo não cabe mais gelo. Eu tenho limites e… E existe um ponto de impacto, onde a gota d’agua de tão fria queima. E dói muito mais. É aquela palavra errada, dita no lugar errado, no momento errado, da forma errada. Não que erros me surpreendam, mas essas coisas esfaqueiam a ferida pelas costas. Sabe?
Reações, reações, reações… tolas, não diminuirão a dor. Sim, olhem, estou chorando agora. Escorrem no meu rosto lágrimas de um pólo que tive guardado em mim por muito tempo e que derreteu completamente com o calor de alguma raiva. Eu estive chorando por dentro todo esse tempo, e não era tão ruim, porque ninguém via… mas agora a calma inabalável se fora. Depressa, rolando externamente, essas lágrimas (antes tão gélidas) esbraseiam como chamas, sob efeito do olhar alheio.
Meu choro dói mais, é choro acumulado. E essa água salgada e quente não tem esperança de encontrar uma flor para regar… e lá fora já é primavera.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Ainda não achei um título
Lendo a língua dos sinais
Orações tão pessoais
Vírgulas no inglês
Mas meu vocábulo é chulo
Meu voto sucinto é nulo
Não, sim… talvez.
Costumava pensar e dizer
Costumava pensar e fazer
Agora eu penso e penso
Repenso, e paro
E tremo, e choro
Penso de novo e imploro
Pra que eu pare de pensar
Está passando da minha cota
Está subindo a minha nota
Está invadindo meu dejá vu
Que nem me lembro de tão antigo
Inacreditável a olho nu
Tudo tão subjetivo
É tão pouco e é tão certo
Até parece calculado
Solto e desorientado
O que eu ei de precisar
Leve e denso
Paro e penso
Que devo para de pensar
Orações tão pessoais
Vírgulas no inglês
Mas meu vocábulo é chulo
Meu voto sucinto é nulo
Não, sim… talvez.
Costumava pensar e dizer
Costumava pensar e fazer
Agora eu penso e penso
Repenso, e paro
E tremo, e choro
Penso de novo e imploro
Pra que eu pare de pensar
Está passando da minha cota
Está subindo a minha nota
Está invadindo meu dejá vu
Que nem me lembro de tão antigo
Inacreditável a olho nu
Tudo tão subjetivo
É tão pouco e é tão certo
Até parece calculado
Solto e desorientado
O que eu ei de precisar
Leve e denso
Paro e penso
Que devo para de pensar
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