sexta-feira, 27 de agosto de 2010

PARECER

Parar e pensar.

Deixar cair a ficha, esperar o cérebro trabalhar e ver no que vai dar.
A temperatura do sangue é algo muito perigoso também, espere esfriar.
É preciso calma, menos euforia no que, de início, parece ser maravilhoso. Não apostar para não se decepcionar. Regular a balança. Colocar na balança.

Nem tudo é o que parece ser.

Eu fico me policiando, policiando minhas atitudes, palavras e até pensamentos. Impeço-os de voarem além do possível e real. É o mínimo de limite que eu tenho.
Mas nem toda teoria é pratica, nem tudo está sob meu controle.
Posso parecer estática, parecer.

Repito, nem tudo é como parece ser, nem tudo é como eu queria que fosse.

No fundo, lá de onde da voz só se escuta ecos, agradeço à essa biodinâmica. É essa a ordem da vida, querendo a gente ou não. Mesmo que às vezes dê vontade de sumir, contraditoriamente é justamente isso que me faz querer continuar. É não ter tudo que quero, nem quando se trata de auto-controle ou clareza no que se diz e sente.

Tem horas que tudo passa. Porque tudo passa mesmo.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

VAZIO


O copo esvazia muito rápido, toda vez. A gente pensa que ele vai transbordar, quando na verdade, quem transborda somos nós. Duas linhas horizontais, um gole de indiferença ou descaso, e fim. Nem tente mais. Ele até já quebrou, e os cacos são minúsculos, você não conseguiria. Você não conseguiria.







Você não conseguiria. Não.